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Resenha – Pathfinder Campaign Setting – Demons Revisited

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Depois de Dungeon Denizens Revisited, Dragons Revisited e Classic Monster Revisited, chegou a vez de Demons Revisited receber uma resenha por aqui, além acompanhar a temática das resenhas das aventuras da campanha Wrath of the Righteous.

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Uma explicação válida toda a vez que formos falar da linha “Revisited”. São sempre dez monstros selecionados entre aqueles que fazem alusão ao tema proposto. Não haverão índices de talentos e itens mágicos (embora hajam alguns aqui e ali), mas sim várias sugestões de se colocar demônios em jogo.

Do livro em si, pouco a falar além do capricho que conhecemos dos produtores de material da Paizo. Arte interna realmente expressiva, mas não chegou ao ponto de excepcional como em outros livros. Conteúdo, esse sim, excepcional. Cada criatura é apresentada por cinco tópicos  habilmente resumidos, Fisiologia (Physiology), Demonologia (Demonology), Papel em Jogo (Campaign Role), Tesouro (Treasure) e Notáveis (Notable). É um pequeno guia de referência e um leque de informações úteis àqueles interessados em detalhes.

Por fim, esta resenha não tem a intenção de atacar nenhuma doutrina religiosa. Isto é uma leitura de fantasia, do imaginário, da cultura popular, assim como é para mim a leitura dos livros aos quais muitos baseiam seus dogmas. Estas serão as únicas palavras que escreverei a este respeito.

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“Dealing with Demons” – Demônios são um tipo específico de entidade maligna. Extraplanares formados da síntese profana de almas pecadoras com a matéria-prima do próprio Abismo.

Este resumo de duas páginas não lida com questionamentos sobre  a origem dos demônios ou sua sociedade, exceto por aquela sentença traduzida acima. Ele trata basicamente sobre algumas diretrizes que qualquer conjurador deve seguir ao invocar um demônio. Além disso, ele faz um resuminho do livro, falando dos meio-demônios e outros dois parágrafos falando dos demais demônios não selecionados. Questões sobre origem e sociedade são um pouco melhor abordadas no livro “Book of the Damned, Vol. 2 – Lords of Chaos”, que também terá uma resenha no futuro.

Particularmente gostei do que foi falado sobre a invocação de demônios, principalmente sobre as pesquisas e oferendas necessárias para conquistar o auxílio de algum demônio poderoso, explicando a diferença entre as magias de invocação relacionadas e suas limitações.

Babau“Babau” – Babaus sempre foram meus demônios prediletos para opor os personagens, mesmo em nível baixo. Quando iniciamos a campanha, eu ainda não havia lido este livro, coloquei um Babau para enfrentar o grupo quando ainda eram nível 2. Foi um confronto tenso, mas os personagens saíram vitoriosos. Não vi aqui nenhuma grande novidade sobre como jogar com Babaus, mas o texto é bastante instrutivo para quem não tem familiaridade com a criatura.

Babaus Notáveis: Govostes, Torturer of Storasta; Nagirte, The Tapping in the Walls; Son of Shax; Vixaverin, Keeper of the Ten Thousand Deaths; Mangvhune, The Temple Hill Slasher.

Balor“Balor” – Vou ser sincero, usei um balor apenas um única vez em jogo, em grupo de nível 16, nos primórdios da 3e, e foi um TPK memorável (mas que gerou uma aventura subsequente “Fuga do Abismo”, quando as almas dos personagens procuravam um meio de ressuscitar). O texto dá total ênfase sobre os balors serem a epítome do decaimento da alma. Fico imaginando em que tipo de pessoa conseguiria infringir todos os pecados de tal forma que apenas sua alma conseguiria dar forma ao demônio mais poderoso, abaixo apenas dos Lordes do Abismo. Coisa boa o cara não deve ter sido em vida e particularmente não me vem a mente nenhum exemplo para comparação. Recomendo mesmo a leitura do tópico Campaign Role, para evitar de usar uma criatura tão poderosa em um momento inadequado.

Balors Notáveis: Acizmun, The Boiling Tide; Diurgez, The Broodlord; Goriath, The Soul Drinker; Khorramzadeh, The Storm King; Ungortu, The Rapturouos Flame; Galundary, The Scourge of Heaven.

Glabrezu“Glabrezu” – Traição e mentira possuem poder e este poder é o que dá forma aos Glabrezus. Seu tamanho avantajado e suas garras brutais os fazem temíveis combatentes, porém é na mentira que se ergue sua verdadeira e destrutiva faceta. Para quem assiste o seriado Supernatural, uma analogia válida é com o demônio da encruzilhada, que concede desejos reais, em troca de favores, geralmente a alma do invocador. Gostei de saber sobre a preferência desses demônios por anéis e amuletos, e me veio a mente vários ganchos a esse respeito. Fala-se sobre as habilidades de conjuração do demônio, mas tudo envolve sua capacidade de conjurar um desejo por mês para um mortal humanóide.

Glabrezus Notáveis: Dolthysuun, The Glaucous Count; Mokravud, The Forbearing One; Nahrimaf, The Smiling Sultan; Yerrin-Ku, Warden of Tharsekti; Zibrigeth, The Mageslaver; Bazilak, The Silken Fang.

Hezrou“Hezrou” – Certo, meu segundo demônio favorito. Uma criatura que vive basicamente da selvageria e podridão, nascida das almas dos viciados, envenenadores e poluidores. Achei bastante fraca a descrição geral dos Hezrou neste livro. Não falaram muita coisa além de que esses demônios gostam de bater, bater mais e bater de novo. Está certo que podemos definí-lo com o bruto estúpido dos demônios, mas faltou algo para dar motivação de usá-lo mais em jogo. De qualquer forma, não é de tudo ruim. Os Hezrou notáveis possuem histórias bem interessantes.

Hezrou Notáveis: Balingorg, Bloody Hands; Lalizarzadeh, Mother Papule; Tentagard, The Face in the Flask; Uthu, Tempest Mistress; Vamollaroth, The Rancorous Wrath; Wulgrood, The Bilious Baron; Balravnus, Lorf of the Deep Pools

Invidiak“Invidiak” – Um demônio incorpóreo feito de sombras e nascido da alma dos invejosos. Esta concepção me deixou muito interessado nesta criatura. Diferente do que foi visto no Hezrou, o texto aqui é relativamente útil para definir uma criatura bastante tática, principalmente em sua utilização especial da magia magic jar.  Demonology e Campaign Role oferecem bons ganchos para se utilizar este demônio.

Invidiaks Notáveis: Ahabaris, The Pharaoh of Long Shadows; Bishop Ezrael, The Acolytes; Chmetugo, The Smokerake; Thastrakna, The Drakeshade; Xaggalm; Ilzunae, The Gloom Widow.

Marilith“Marilit” – Uma arma de retalhar originada das almas dos orgulhosos e dos arrogantes. Não dá para negar que uma criatura enorme, com oito braços armados, não deixe de impor alguma apreensão entre os personagens mais preparados, e o texto enfatiza justamente esta visão intimidadora. O texto deixa claro o quanto é ruim uma Marilit ser invocada, e mais claro ainda o quanto é pior tentar enfrentar uma no mano-a-mano. Fica bastante evidente que esta criatura é melhor utilizada no encontro final de uma grande conquista. Mesmo que ela não necessariamente supere um Balor, ela não deve ser nem um pouco subestimada.

Marilits Notáveis: Alistraxia, Warden of the Spiral City; Aponavicius; Inaliningo, The Cloven Sister; Lixiriltha, The Jade Coil; Raviaza, The Slithering Flame; Varmirhias, Daughter of Shax; Kaltestrua, Governess of Casnoriva.

Nabasu“Nabasu” – Demônio formado do pecado da gula, no que tange ao canibalismo, também conhecido como demônio da morte. Achei bastante curioso o evento de “nascimento” deste demônio, onde a essência do Abismo rompe a barreira planar e desperta sua cria diretamente no plano material. O demônio é bastante convencional para seu ND, mas sua capacidade de evoluir em um Vrolikai é espantosa. Particularmente não achei muito especial sua versão mais fraca, mas o texto mistura várias vezes as duas versões dele no mesmo contexto. Novamente, o tópico sobre “notáveis” é o que mais salva no texto.

Nabasus Notáveis: Azothinaktus, The Hollow Princess; Takrilak, The Witch Queen’s Torturer; Vathwhari, The Silent Witness; Vissagho, The Scarlet Sign; Shaorhaz, The Glutton of the Green.

Nalfeshnee“Nalfeshnee” – Os demônios da ganância, do desejo intenso e egoísta por algo, principalmente riqueza, poder ou alimento. Com esses atributos de personalidade duvidosa o livro os coloca como os demônios rabugentos do grupo, aliando isso a sua inteligência elevada, o conjurador é capaz de ouvir palavrões nunca antes ditos, pelo simples fato de invocá-lo. Nalfeshnee não presa muito o combate físico, mas com sua habilidade de conjurar 1d4 vrocks ou 1d4 hezrou convenhamos que isso nem é muito necessário. O livro trás uma magia interessante para se comunicar com este demônio.

Nalfeshnees Notáveis: Beruvexus, The Pondering Beast; Incauldimus, Queen of the Shrieking City; Teikoku Sokai, The Demon Shogun; Viggrizzur, The Patient One; Zrubuaar-Pathas, The Red Watcher Below; Erotundee, Keeper of the Risen Light.

Succubus“Succubus” – De longe o melhor texto a respeito de uma raça demoníaca. Eu nunca havia visto os demônios da luxúria e da sedução libidinosa como esse texto descreveu e isso alterou em muito minha percepção sobre as ações da criatura.  Todos os tópicos, Physiology, demonology, Campaign Role e Treasure tem algo a acrescentar sobre sua personalidade ou suas motivações. Nem vou falar muito porque realmente vale a leitura no livro.

Succubus Notáveis: Avalexi, The Scarlet Sun; Delvahine, Mistress of the Iron Cages; Izmiara, The Insatiable Queen; Liluresha, The Sable Maiden; Quilindra, Rapture of Tanglebriar; Shimandylar, Mistress of Vyriavaxus; Ayandamahla, The Crimson Lotus.

Vrock“Vrock” – Demônios do ódio e da destruição gerada por este. Sua habilidade de fecundação os torna quase independentes de almas para gerar outros Vrocks. Embora o livro o tenha listado como uma criatura essencialmente combativa, houveram boas sugestões na utilização de seus demais poderes especiais. Se eu fosse um personagem de nível médio a alto, eu não me envergonharia em me esconder de uma revoada de vrocks no horizonte. Eu considero este texto em segundo lugar, atrás da Succubu. Acho que deixaram as melhores narrativas para o final.

Vrocks Notáveis: Oolinlanu, Blood Talon; Tarigwydin, The Upstart; Uzuzap, The Mother’s Jester; Yuz, Scapegrace of the Faceless Sphinx; Uvaglor, The Misbegotten Prince.

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Conclusão: O livro consegue cumprir, em maior ou menor grau, o que promete. Ser uma referência de opções temáticas. Uma coisa que eu, propositalmente, não mencionei nos tópicos é a variante “meio-xxx” para cada demônio (meio-nabasu, meio-balor, meio-vrock, etc). É interessante, mas eu considerei um tanto dispensável. Particularmente não os usaria em minhas campanhas ao invés do demônio em sua total presença.

Dê sim uma oportunidade para este livro. Todos os “notáveis” (sim, sem excluir nenhum) ficaram impecáveis. A vontade que deu foi a de usar todos em campanha. Além disso, se seu grupo for maduro o suficiente para você narrar uma campanha com este tema com personagens malignos, os detalhes de rituais para invocar cada tipo de demônio são preciosos.

demons revisited capaNotas: Diversão 8,5, Aproveitamento 7,5, Arte 7,5,  Background 9,0

Editora: Paizo Publishing

Arte: (capa) Jesper Ejsing, (interior) Alberto Dal Lago, Vincent Devault, Mattias Fahlberg, Fabio Garia, Damien Mammoliti, Nikola Matkovic, Mark Molnar, Ryan Portillo, and Mariana Vieria

Sistema: Pathfinder RPG

Lançamento: Setembro/2013

Descrição: 68 páginas capa mole

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