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Archive for setembro \04\UTC 2007

Pensamentos soltos sobre começar uma nova campanha

Olá caçadores de Xp.

Enfim as coisas estão começando a se movimentar para eu começar a mestrar Shackled City na Saga. Como sempre eu sou uma pessoa insegura em relação ao que eu quero com a campanha. Existe um limite correto entre agradar os jogadores e agradar a si mesmo como mestre ? Eu gosto de campanhas com mais disciplina, mais lentas e com grande interação entre o cenario e os personagens, mas quando eu efetivamente mestro sempre sai ao contrario. Eu sempre achei que dava muita liberdade aos jogadores, mas não no sentido bom. Eu deixava muito a responsabilidade do jogo nas mãos deles e acho que afogo o jogo num mar de possibilidades e eles acabam se apegando ao familiar e concreto (que são as dungeons), ai mesmo que eu meto bala e toco dungeon na campanha.

Eu gosto de combates (se não não jogava tanto D&D minis), mas tambem gosto de interação e interpretação. Até agora, todas as campanhas que chegaram no ponto que eu gostei foram justamente a de Scarred Lands e a atual de Reinos de Ferro. Por eu sentia o mundo vivo, eu via os jogadores realmente preucupados com elementos da historia e nao apenas com seus propios personagens, e é isso que eu quero alcançar em Shackled City. Mas o trabalho do DM é ingrato e dificil. Qualquer errinho e destruimos a imersão.

Atualmente eu estou trabalhando a descrição em mim. Jogando com gente como Lucas e Hilton, eles conseguem descrever espontaneamente, coisa que eu não sei transmitir, minha grande frustração como mestre é que eu não domino bem a fala descritiva. Quanto eu interpreto algum NPC eu até acho que faço bem, mas e não consigo transportar as pessoas para a minha imaginação quando descrevo uma paisagem, uma sala ou até um personagem. Por isso eu tento compensar com dados, eu prolixamente sei a cor das meias, gostos e desgosto e a historia de 3 gerações da maioria dos NPCs. Mas fica muito chato ficar discursando a toa, então geralmente eu espero que alguem pergunte as coisas relevantes. Mas essa espectativa nunca se cumpre e eu fico baratinado. Tai uma oficina de RPG que eu gostaria de participar, como contar bem uma historia.

Tudo isso para dizer que o planejamento não basta, é preciso saber executar. Por isso nessa campanha nova eu nao quero ter dor de cabeça que me distraiam do meu treinamento para a excelencia pessoal. Só usarei as regras que eu me sentir confortavel e pronto.

E eu viajei totalmente no que queria dizer, mas é bom que fica um registro de como minha mente funciona de forma totalmente disconexa. Finis e inté.

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Só para avisar: Eu não sumi

E ai caçadores de XP ! Essa semana esta sendo complicada e atarefada e não tive tempo de postar aqui. Esse domingo eu mestrei Fane of the Drow para o grupo dos caras (que é diferente do grupo da galera :P) e ainda nem contei XP nem sorteei tesouro. O que acontece é que eu voltei de novo outra vez a jogar WOW, a fazer minha monografia e ainda estou lendo a aventura Shackled City que vou mestrar oficialmente pelo RPGA na Saga (e eu nem falei da montanha de boxes de DVDs que estão aqui em casa para assistir). Puxa, quem disse que vida de Nerd é mole ?

Vou aproveitar que estou aqui e falar um pouco da compilação de Shackled City, eu não cheguei a le-la completa na Dungeon americana, mas pelo pouco que eu li eu me apaixonei pelo formato. E a versão compilada é ainda melhor, porque esta tudo tão organizado. A cidade é bem descrita, e os NPCs apaixonates. O cenario é tão bem trabalhado que voce pode fazer uma campanha inteira nele sem passar por nenhum dos locais ou tramas abordados diretamente nas aventuras.

Atualmente estou decidindo o que eu vou permitir para os jogadores serem… Acho que vou fazer uma fusão das regras da RPGA valendo para os livros que eu tenho ou que existam na Saga (o mal é levar essa livralhada toda para lá por causa de um feat ou uma magia… ), aceito sugestões.

Por hoje é só, inté galera.

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