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Resenha – Pathfinder Chronicles: Into the Darklands

Não é nenhuma novidade que Golarion nunca pretendeu demonstrar originalidade enquanto cenário de RPG. Tudo que ele sempre quis é ser como o velho e saudoso mundo que você sempre jogou, apenas dando uma repaginada passando uma mão de tinta em alguns velhos conceitos. Sendo assim, Golarion não poderia ficar sem seu próprio ambiente subterrâneo, e nesse pensamento foram criadas as Darklands (Terras Escuras) que nada mais são que equivalente da Underdark para estes reinos nem um pouco esquecidos. Não existe o quê negar, são os mesmos tipos de ambientes, criaturas e perigos, talvez com um pouco a mais de elementos Lovecraftianos que são o tempero favorito da Paizo, mas no fim você se sentirá confortável em uma casa aconchegante e familiar (… ou não) e com a certeza de textos bem escritos e cheios de detalhes e sementes de boas histórias.

Darklands – Indo direto ao assunto, o livro já discorre sobre como estão estruturadas as Darklands. Existem três “patamares”, Nar-Voth que é o mais próximo da superfície, Sekamina que é o mais habitado e Orv que é onde as coisas mais terríveis espreitam. Todos os detalhes práticos para uso em jogo são fornecidos de maneira clara e didática e rapidamente você compreende o que há de importante para saber sobre esse mundo, como pontos de entrada, criaturas comuns e obstáculos frequentes. Os mapas fazem um bom trabalho pois sempre possuem uma camada mostrando o que está localizado na superfície, criando sempre bons pontos de referencia para saber a extensão de cada lugar.

Nar-Voth – O capitulo seguinte inicia uma descrição mais “geográfica” dos “patamares” das Darklands descrevendo Nar-Voth com mapas e separando-o em territórios pertecentes a  raças dominantes (os mais conhecidos são os Derros e os Duegar). Coincidentemente, cada “patamar” possui uma faixa de CR apropriada, sendo assim Nar-Voth tem encontros para nível baixo, Sekamina para níveis médios e Orv é um lugar que apenas os mais experientes aventureiros se atrevem a pisar. O resultado disso é que Nar-Voth é mais um gigantesco complexo de cavernas interligadas, mas pouco se diferenciam das cavernas normais do dia-a-dia. As principais localidades são apresentas, explicando sua politica, NPCs presentes e um breve guia de viagem.

Sekamina – Neste capitulo a coisa começa a esquentar. Os grandes impérios das raças subterrâneas são descritos. Existem os territórios dominados pelos drows, ghouls e skums (que por questões de direitos autorais, assumiram como a raça de homens-peixe principal no lugar dos Locatah e Sahuagins que não puderam ser usados) e verdadeiros mares subterrâneos. As relações entre os diversos reinos fica explicada e várias tramas e ganchos de aventura são criados. É impossível não notar que os drows são as grandes estrelas com um destaque maior do livro, até porque como este livro foi lançado em sinergia com Second Darkness (e os drows são os vilões dessa campanha) um maior detalhamento dos mesmos de fazia necessário, porém deveu um pouco nos detalhe que são fornecidos sobre as casas nobres dos drows (poderia haver pelo menos uma coluna lateral).

Orv – Os confins mais escuros das Darklands guardam os maiores segredos e os ambientes mais hostis. Aqui pouco se parecem com cavernas sendo mais mini mundos alieniginas subterraneos com suas próprias regras porem casualmente ligados por passagens. Quase todos os chavões da ficção são encontrados, desde reinos perdidos com dinossauros, civilizações canibais, reinos de criaturas ancestrais tentaculares e outros horrores inomináveis (porem com fichas de personagem). Talvez aqui se note as maiores ausências do livro de monstro da Paizo, não há sinal nem dos Illithids ou Beholders (cujos nichos foram absorvidos pelos Intellect Devourers e os novatos Seugathi). Isso dá uma sensação de vazio e estranheza, mas de certo modo uma sensação de inexplorado pois os substitutos possuem tramas a altura e uma roupagem geral bem mais assustadora do que talvez seus antecessores tiveram.

(spoilers) Como alguns sabem, muitos dos segredos de Golarion são relacionados aos Aboleths e Neothelids e um pouco sobre as atividades recentes de ambas as raças são ditas aqui e provavelmente serão desenvolvidas em futuras adventure paths.

Bestiary – Algumas novas criaturas são apresentadas no livro e possuem o formato tradicional dos bestiários. Estranhamente todas as criaturas são novas raças menos o Vemerak que é um tipo de monstro. Contudo o Neothelid é apresentando no capitulo de Orv como uma ficha de NPC. Faria mais sentido se ele tivesse trocado de lugar com o Vemerak devido a sua importância. Todas as criaturas aparecem ou no Bestiary 1 ou no Bestiary 2 já adaptadas para o Pathfinder RPG e estão disponíveis online no PRD gratuito.

  • Morlock (CR 2) : A mesma criatura do romance de H. G. Well porem adaptada a realidade de Golarion.
  • Serpentfolk (CR 4) : Os substitutos dos Yuan-ti, porem mais baseados na obra de Robert E. Howard.
  • Seugathi (CR 6) : Segundo a Paizo, ocupa o lugar do Beholder como aberração cheia de poderes que tenta tiranizar o mundo. Pórem seus poderes nesta versão são voltados para o psionicismo (versão OGL 3.5E).
  • Urderfhan (CR 3) : Espécie de vampiros do submundo, só que outsiders em vez de Undead. Devem ser baseados em algum clássico da ficção que eu não reconheci.
  • Vemerak (CR 14) : Grandes aberrações servidoras de Rovagug. Bem fortinhas.

Draconclusão: Com excessão de algumas meta tramas do cenário, mestres narrando Second Darkness ou fãs do Underdark (os fãs de drows conseguem melhores informações comprando as aventuras de SD) as darklands são um cenário bem aparte do Inner Sea e portanto bastante opcional. No entanto este livro contem praticamente tudo necessário para fazer campanhas em ambientações subterrâneas e isso o torna uma fonte de referencia necessária (já que a maioria da informações com excessão das fichas das criaturas, não se repetiu em mais nenhum livro). Também é importante para saber um pouco mais sobre raças e criaturas que são grandes antagonistas e outros cenários e que em Golarion até agora apareceram pouco.

Pathfinder Chronicles: Into the Darklands (OGL)

Notas: Sistema: 7.0 História:7.5 Arte: 7,0 Relevância: 8,5 Média Final: 7,5

Editora: Paizo Publishing

Autor: James Jacobs and Greg A. Vaughan

Arte: (capa) Wayne Reynolds, (interior) Concept Art House, Torstein Norstand, Warren Mahy, Ben Wootten

Sistema: OGL 3.5E

Lançamento: Novembro/2008

Descrição: Livro 64 páginas capa mole

Ver o livro na página da Paizo 

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Categorias:Reviews Tags:,
  1. setembro 26, 2011 às 11:46 pm

    pathfinder ta levando meus trocados cada vez mais!

    • setembro 27, 2011 às 11:04 pm

      Eu procuro nem pensar nisso porque se não eu deprimo ….

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