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Resenha – Pathfinder Chronicles: Harrow Deck

Editora: Paizo Publishing

Ilustrador: Kyle Hunter

Sistema: OGL 3.5E ou Pathfinder RPG

Lançamento: Março/2008

Descrição: Baralho de 54 cartas ilustrado

Link para Venda

Através da sua linha Gamemastery, a Paizo já estava lançando vários produtos interessantes para incrementar a experiência de jogo: aros metálicos para áreas de magia, campos de batalha dobráveis e apagáveis, moedas falsas estilo D&D e baralhos apenas com ilustrações de itens e NPCs para mostrar durante o jogo. Pequenas coisas baratas porem úteis, mas que a distancia impede o consumo a preços aceitáveis. Contudo, foi com um pouco de surpresa que vi serem incluídos em minhas assinaturas alguns produtos deste tipo que por um motivo ou outro foram anexados a linha Pathfinder na época (coisa que causou muitas reclamações o que forçou a editora a criar linhas separadas de assinaturas para esse serviço), como eu tenho uma assinatura premio que me assegura um bom desconto vitalício nos produtos e não pode ser mais conseguida (foi uma promoção na época do lançamento das Adventure Paths) resolvi deixar rolar por a unica alternativa era cancelar a assinatura. Não entrando no mérito da estratégia da empresa, vou dizer que não me arrependi. A maioria dos baralhos de itens acabaram sendo apenas uma curiosidade interessante (porque o melhor uso deles que é escrever os poderes do item no verso eu não utilizo nunca pela dificuldade de repor as cartas daqui do brasil) mas o baralho de Harrow me impressionou bastante.

Antes de continuar devo informar que já estudei tarô e sou um pouco adepto de usar esse instrumento oracular para realizar previsões (pelo menos dentro de jogos de RPG) e portanto a clássica cena da cigana(o) tentando ler o futuro dos personagens é algo que me diverte muito. Desconsiderando o uso no mundo real, devo salientar que é um ótimo instrumento para criar desdobramentos realisticos na história dos personagens, um amor perdido que retorna, um inimigo que pode ser um aliado, uma fortuna que será paga em dobro são previsões que trazem situações novas e profundas ao personagem (claro, como mestre voce pode planejar, mas mesmo o mestre é um ser humano com imperfeições, logo ele pode ficar sem idéias, repetitivo ou até desmotivado e para mim o instrumento aleatório é um excelente método de extrair inspiração). E por causa da simbologia associada aos alinhamentos e atributos de D&D (algo que já estou em sintonia há decadas) para mim fica até mais fácil interpretar o Harrow que o próprio tarô.

Finalmente, como funciona o Hallow ? Para quem conhece o Tarokka de ravenloft já tem uma boa ideia do que seja, como o tarô possui uma carga mistico religiosa/associação pagã no mundo real, nada mais facil do que criar uma cópia mudando algumas coisas para uso no jogo. Nesse caso o Harrow possui 54 cartas divididas em seis “naipes”, cada “naipe” representa um dos seis atributos do d&d: força, destreza, constituição, inteligência, sabedoria e carisma. Cada “naipe” possui nove cartas, cada uma associada a uma das nove combinações de alinhemento (ou tendência): lawful good, chaotic neutral, neutral evil etc… Mesmo assim cada carta tem um nome e ilustração unica (The Rabbit Prince, The Marriage etc..) como no tarô que possui diversos significados (que são explicados no encarte que acompanha ou voce pode inventar na hora). Particularmente eu não gosto do trabalho do artista, Kyle Hunter é o ilustrador por trás das piores ilustrações de Rise of the Runelords e acho o estilo dele cartunesco demais, mas nas cartas não fica tão ruim. O fundo das cartas é a marca do produto e quebra muito a ilusão de que o baralho é um item existente no mundo de jogo e isso incomoda um pouco durante a interpretação, mas fora isso ele tem uma sintonia incrível com o cenário de Golarion e o povo Varisiano (que são os “ciganos” daquele mundo), fora o uso oracular, existem outras formas de uso do baralho sugeridos pelo livro encarte ou pelas aventuras que o utilizam, vez ou outra surgem jogos de cartas usando o baralho que são jogados dentro da ambientação como o Towers (incluso no encarte), dentro da aventura há todo um mini sistema de alterar pequenos pedaços da aventura se acordo com a sorte lida para os personagens (isso volta a ser utilizado na recente adventure path Carrion Crown que voltar a por os Varisianos em destaque) e claro o eventual Harrow Deck of Many Things que é muito mais “emocionante” que o Deck of Many Things normal. A unica parte de regras novas é uma magia incluída no encarte que dá bônus aleatórios a depender do resultado das cartas, a magia seria muito boa se fosse um nível mais baixo, do jeito que está é muito difícil de ser usada.

Draconclusão: Se voce gosta de tarô e gosta de d&d compre, se voce gosta de objetos cênicos para adicionar imersão no seu jogo e voce vai mestrar Curse of Crimson Throne ou Carrion Crown COMPRE. Mas fora ambas as situações ele nada mais é do quê uma curiosidade interessante mas de ilustrações que não inspiram muito (mas se eles um dia fizerem uma versão luxo com o Wayne Reynolds desenhando e o dinheiro estiver sobrando…).

Notas:

  • Diversão: 6,0
  • Aproveitamento: 7,0
  • Arte: 5,0
  • Sistema: 7,0
  • Background: 8,0
  • Nota Final: 6,5

 

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