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Resenha: Curse of the Crimson Throne Player´s Guide

Lançamento: Fevereiro/2008

Editora: Paizo Publishing

Sistema: OGL 3.5E

Autor: James Jacobs and Mike McArtor

Link: Curse of the Crimson Throne Player´s Guide


No começo, eu não acreditava que Curse of the Crimson Throne seria uma boa campanha. Aventuras urbanas nunca foram minha praia, eu gostava de conhecer lugares míticos e perdidos no mapa como acontecia em Rise of the Runelords e não ficar na mesmice fazendo aventuras feijão com arroz em cidades grandes. Como eu estava enganado, a cada aventura que fui conhecendo CotCT eu ia ficando mais maravilhado com os espantosos eventos da cidade de Korvosa, e também com a evolução da Paizo de uma campanha para a outra. Se de certo modo RotR carecia de foco, Crimson Throne é uma campanha concisa e com uma história bem trabalhada e muito bem amarrada e até hoje é a minha adventure path favorita de todas.

O guia do jogador de A Maldição do Trono Escarlate (eu sei que crimson é carmim, mas acho escarlate mais sonoro) é estruturado de forma semelhante ao guia de A Ascensão dos Lordes Rúnicos, contudo a Paizo melhorou muito a identidade visual da campanha e se antes eram páginas genéricas, aqui temos toda uma diagramação diferenciada exaltando as cores da campanha e seus símbolos. Se no guia anterior havia uma preocupação maior em apresentar o mundo, aqui o foco é totalmente centrado na cidade de Korvosa e no significado que as escolhas feitas durante a criação do personagem terão durante a campanha.

Korvosa: O maior capitulo do livreto, faz uma apresentação da cidade de Korvosa propicia a jogadores criarem personagens nativos da cidade, contando informações que os nativos saberiam como quais são os distritos, locais importantes, forças armadas, como funciona o submundo, história, o povo, e finalmente figuras do governo e cidadães notáveis. Ainda neste capitulo existem dois novos talentos ligados a cidade: Sable Company Marine (que permite a um ranger ter um hipogrifo como companheiro animal) e Shingle Runner (que facilita a locomoção no Shingle, uma favela de telhados conectados que existe em Korvosa).

Adventurers: Neste capitulo temos uma visão profunda de como cada raça/etnia e classe é vista e tratada no cenário de CotCT. Novamente vários pequenos detalhes que podem dar ideias muito boas de conceitos de personagens (a maioria dos meio elfos é filha do embaixador elfico que é um avatar de luxuria, os mercadores locais adotaram o costume de tripular seus navios apenas com halflings para ter alojamentos menores e cortar custos gerando uma alta população de halflings marinheiros e criando propblemas com humanos que perderam seus empregos e etc…). Há mais dois novos talentos: crossbow mastery (que permite múltiplos ataques com uma besta) e Acadamae Graduate (pra magos formados na prestigiada escola de conjuração local que eu apelidei de evil Hogwarts).

Equipment: Este capitulo é quase um copiar colar do guia anterior, só aplicando erratas e adicionando alguns novos itens como o Swatooth Saber (a arma de preferencia dos membro da Red Mantis) e o Doctor´s Mask (uma mascara usada por médicos para evitar contaminação com doenças). A arte está um pouco melhor e a tabela de preços e estatísticas está muito melhor organizada.

Traits: Após o desequilibrado sistema de talentos extras de Rise of the Runelords, a Paizo inaugura o sistema de campaing traits que prossegue até hoje (embora aqui ainda não está totalmente amadurecido). Traits são módulos de características do passado do personagem que adicionam profundidade e dão benefícios menores (alguns nem tanto). Neste guia são só apresentados campaing traits que são características que introduzem o personagem a trama. No caso de Curse of Crimson Throne, todos os personagens tem um inimigo em comum mesmo sem saber a principio, todos odeiam um lider criminoso local chamado Gaedren Lamm. Os traits são justamente o motivo para esse ódio: drug addict (o personagem sofreu pelo vicio em drogas dele ou de alguem próximo), framed (o personagem foi incriminado por um crime que não cometeu por culpa de Gaedren), love lost( o personagem perdeu um ente querido por culpa dele), missing chieldren (uma criança próxima ao personagem sumiu e Gaedren é o principal suspeito) e unhappy chieldhood (o personagem foi um dos trombadinhas criados por Gaedren para fazer trabalho sujo até que ao tentar sair dessa vida quase foi morto por Gaedren). Todas essas traits possuem várias sugestões de ajustes para a história do personagem e possuem pequenos benefícios (mas servem muito mais como degrau para o começo da história na primeira aventura). Futuramente a regra de traits é bem ampliada mas todo guia do jogador de cada adventure path tem traits de campanha para dar esse empurrãozinho para a formação do grupo. Por fim o ultimo talento novo do livro é harrowed, alguem que acredita tanto nas leituras dos baralhos varisianos que ganha bônus aleatórios a depender da sorte lida para aquele dia.

Draco-avaliação final: Não é nem necessário dizer que jogadores que pretendem jogar Crimson Throne tem a obrigação de pelo menos ter o PDF (que é gratuito no site da Paizo) e ler o quanto antes. As ilustrações são muito bonitas, mas poucas delas mostram a cidade em si. O novos talentos são uteis mesmo fora da campanha e todo o conceito do sistema de traits é interessante conhecer para resolver aquele velho problema de como juntar o grupo. Pode parecer forçar algo na história do jogador, mas é só uma maneira do mestre ter de juntar personagens como motivações corretas de entrarem naquela história (sem virar samba do crioulo doido).

Notas:

  • Diversão: 7,5
  • Aproveitamento: 9
  • Arte: 8
  • Sistema: 8
  • Background: 9
  • Média Final: 8,3

 

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Categorias:Reviews Tags:, ,
  1. março 11, 2011 às 11:55 am
    • março 11, 2011 às 7:40 pm

      Obrigado. Eu pretendo fazer review de todas, justamente por isso que pode demorar um pouco para chegar em Kingmaker.

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