Fala dragão !

Abril 7, 2009

Nova magia: Maléficio de Ur-Thanatos

Arquivado em: Artigos — dracobahamut @ 8:43 pm

Estava eu caminhando pela rua quando tive a inspiração para o seguinte. 

Maléficio de Ur-Thanatos

Necromancy

Level: Sor/Wiz 2
Components: V, S, M
Casting Time: standard action
Range: Close (25 ft. + 5 ft./2 levels)
Effect: Um projétil de energia negativa
Duration: Instantaneous (See below)
Saving Throw: None
Spell Resistance: Yes

Essa magia cria um prjétil de energia negativa na palma da mão do usuário de 10cm de diametro (muitos necromantes apegados ao dramatico gostam criar assustadoras caveiras risonhas ou morcegos envolvidos em chamas negras, enquanto outros magos se contentam em uma orbe negra homogênea), que pode ser arremessada dentro do alcance como ataque de toque a distancia. Essa magia causa ao alvo acertado 1d6 de dano de energia negativa. 

Para cada dois niveis acima do terceiro essa magia aumenta em 1d6 o dano causado: 2d6 no 5º, 3d6 no 7º, 4d6 no 9º, 5d6 no 11º até o limite de 6d6 no 13º. Caso a magia cause dano num alvo vivo, este sente suas forças sulgadas recebendo uma penalidade de -1 no ataque e dano e uma penalidade de 1,5m (um quadrado) no movimento. Essa penalidade dura uma rodada para cada dado de dano causado pela magia e não acumula com outros usos da mesma magia. 

Componente Material: Uma gema de cor escura no valor minimo de 10gp.

 

Agora quem ou o quê é Ur-Thanatos ? Talvez uma cabala ou algum necromante poderoso. Essa magia responde a minha vontade de criar uma magia de ataque e penalidade para necromantes de nivel baixo, mas ao mesmo tempo não pudesse ser utilizada demais; Será que consegui ?

Março 24, 2009

Criação de personagem: Padung III

Arquivado em: Artigos, Fala dragão — dracobahamut @ 10:16 pm

Após mais um longo sono draconiano, voltemos aos trabalhos normais. Para variar minha vida esta uma confusão só e eu atrasei com tudo no blog (e nem se preocupem, não existem novidades nenhumas sendo preparadas, aqui as coisas são todas de ultima hora mesmo) e Padung agora já esta quase no 5º nível (a campanha é hardcore+) então vamos concluir antes que ele morra.

O que eu vejo por ai é que depois da conceitualização e histórico muitos jogadores deixam a personalidade do personagem para ser definida ao longo do jogo e inclusive deixando o próprio mestre ser apresentado ao personagem durante a partida sem ao menos tomar folego. Claro, nada pode ser escrito em granito nessa parte da cria;’ao de personagem, mas eu gosto de definir uma linha geral da personalidade antecipadamente até para não haver surpresas pelo narrador. Uma boa personalidade é como um guia interno para você definir aonde estão os interesses e metodologias do personagem alem do que é definido por tendencias, virtudes, vícios e lealdades.

Por exemplo, Padung é Caótico Neutro. Ele foi criado numa sociedade tribal cuja moral e costumes são tão diferentes da sociedade civilizada que ele é considerado caótico. E embora tenha sido criado numa sociedade maligna, ele tem a mente aberta a aprender como os humanos conduzem suas vidas e rejeita as características que ele considera autodestrutivas de sua tribo (como matar, pilhar e destruir quem não for da tribo), como ele aprendeu sobre os humanos na pratica e não por teoria ele é neutro (já que a grande maioria dos humanos é neutra). Se ele fosse um personagem de Storytelling, ele teria a virtude Temperança, porque ele acredita que muita coisa depende do seu próprio julgamento e que ele não pode ceder aos seus impulsos de qualquer forma. O vicio é orgulho, porque ele se vê como um dos escolhidos, e como ele é um xamã, um canal entre o outro mundo e esse, ele ainda é mais especial entre os escolhidos, o único com o discernimento verdadeiro de salvar seu mundo. Se ele fosse personagem de d20 modern, sua lealdade principal seria o Totem escorpião, pois é através dele que ele recebeu sua missão de ser a ponte entre os humanos e orcs. Depois sua lealdade seria a si mesmo, porque ele sabe que toda a sua vida ele foi apenas uma ferramenta que outros usaram para alcançar seus próprios objetivos e assim ele decidiu que também usaria os outros para sobreviver ao seu destino.

Contudo, isso não basta para tornar um personagem multidimensional. É preciso mais do que é exigido pelas regras para tornar um personagem vivo (claro que muitos realmente não sentem a necessidade de completar um personagem a este ponto), mas a partir desse ponto temos de levar duas coisas em consideração antes de prosseguir:

1- O personagem deve ser capaz de fazer parte do grupo. De nada adianta um personagem super detalhado que mataria seus amigos por um punhado de moedas ou seja absolutamente anti-social e solitário. Ele deve ser capaz de interagir com os eventuais outros membros do grupo. Não que ele deva sair de mãos dadas e saltitando por ai com os outros personagem cantarolando a musica dos saltibancos trapalhões, mas ele deve ser capaz de tolerar os outros personagens como aliados verdadeiros. Claro que nunca sabemos que loucuras os outros jogadores vão inventar por sua vez, por isso devemos ser capazes de modificar um pouco a personalidade diante o jogo para evitar conflitos iminentes (tipo certa vez que tivemos 3 rangers no mesmo grupo, um elfo com inimigo favorecido anões e orcs, um anão com inimigo favorecido orcs e elfos, e um meio-orc com inimigo favorecido elfos e anões, se mataram antes do primeiro monstro aparecer).

2- O personagem deve ser capaz de ir nas aventuras propostas. Não adianta também fazer um filho de mercador ultra complexo e mimado se ele nunca iria aceitar salvar uma vila de halflings ou ir atrás de um artefato no fundo do oceano. Nem sempre sabemos que gancho haverá para envolver o personagem, mas facilitar um pouco para o mestre não atrapalha, os personagens devem ter pontos fracos e carências que façam ele desviar de sua vida para viver grandes aventuras. Afinal, apenas ser heróico fica chato, uma feiticeira que ser a mulher mais bela do mundo, ou um halfling que quer provar ao mundo que halflings podem servir para outra coisa que não seja ladinagem podem ser boas motivações e ainda rendem material para o mestre criar novos enredos.

Voltemos a Padung. Ele parece ser alguem extremamente auto-suficiente. Ele é orgulhoso, obstinado e manipulador. Logo ele precisa de carências para ser alguem completo (paradoxal não ?), logo vamos direto ao obvio primeiro. Padung não teve uma educação nem ao menos básica, ele mal sabe escrever e as nuances do relacionamento humano lhe escapam (afinal ele vem de uma sociedade bem violenta), e como ele é orgulhoso demais para admitir isso, ele tende a associar-se a pessoas que ele considera aptas nesses aspectos e deixa que eles tomem a frente para ver como se faz. Alias, tudo é uma novidade para ele, a cidade grande é cheia de prazeres e sensações novas para Padung. Juntando a sua mente aberta, o torna curioso e sedento por novas experiencias, sabores e experiencias. Contudo, para isso é preciso ter poder e dinheiro (isso foi uma das primeiras coisas que ele aprendeu dos humanos), logo ele aceitará se arriscar para ganhar dinheiro e reconhecimento, dando acesso aos prazeres mundanos desconhecidos para ele desde que isso não o leve a se afastar de sua missão pessoal. Se alguem for um facilitador para tudo isso e ainda for alguem que o impressione ou o divirta, ele rapidamente correrá o risco de ganhar a amizade de Padung (embora as noções dele de amor e amizade sejam um pouco diferentes do esperado, mas ele esta aprendendo rápido). Ele também tem um senso de humor sádico e altamente sem noção, se ele descobrir uma forma de matar alguem que ele não considere importante, de maneira divertida e que ele não seja culpado depois, ele certamente o fará.

Por fim, a característica contraria. Ela é aquela coisa que ninguém que veja seu personagem sendo interpretado, acredita quando lê a ficha do personagem. Talvez um pouco como a natureza e comportamento do antigo storyteller, mas nem sempre algo tão predominante ao personagem, afinal em alguns pode ser toda a razão motivacional e em outros apenas uma peculiaridade engraçada. No caso de Padung é altruísmo. Ele pode ser um meio-orc selvagem, seguidor de um espirito psicótico, filho de um líder surtado de uma comunidade dedicada a matar, mas ele é a figura do salvador. A maioria dos poderes dele é de cura, ele é consciente de que não importa como ele viva sua vida, sua função dada pelos espíritos é impedir uma grande destruição ao mundo, tanto dos orcs, como o dos humanos. E ele valoriza a ambos, mesmo que ele saiba que não possui um lugar de verdade em nenhum dos dois mundos, pois ele entende que o mundo é um lugar de conflitos e que estes forjam os espiritos que herdarão o cosmos. Ele confia cegamente nos espiritos lhe dizem e esta disposto a dar sua vida se necessário, embora ela prefira sobreviver.

 

Ai esta Padung, um dos heróis que enfrentará os desafios da cidade acorrentada. Espero que esse texto ajude a inspirar a criação de grandes personagens mundo afora, e se possível, digam o que acharam nos comentários. Até a próxima.

Novembro 20, 2008

Criação de personagem: Padung II

Arquivado em: Artigos, Fala dragão — dracobahamut @ 12:48 am

Eu sempre penso que um histórico de personagem deveria ser um auxilio para o mestre crie histórias envolvendo o personagem (ou pelo menos é essa a conclusão que tenho chegado ultimamente), voce pode atingir isso criando ganhos ou elaborando um clima que permita o mestre conhecer a essência do personagem que voce criou. Mas voce sempre tem de deixar espaço para a criação do próprio mestre, afinal não dá para contar a história toda sozinho apenas pelo histórico do seu personagem (tipo deixar ganchos de como sua familia criou a espada mais poderosa do mundo e te treinou por anos para usa-la para salvar o mesmo mundo).

Agora também não é necessário um romance de 1000 paginas nem um box inteiro de DVDs com vídeos gravados por voce contando tudo (embora fosse divertido). Apenas uma vaga idéia do que voce pensa sobre o personagem e seus conflitos já é o suficiente. Voltemos a Padung para exemplificar.

Padung é um xamã meio-orc, na minha concepção ele deve ter crescido entre Orcs, logo precisaremos de uma tribo. A tribo do escorpião escondido é uma tribo de orcs veneradores de escorpiões que vive nas partes mais escuras da selva, eles são sorrateiros e criam escorpiões gigantes para extrair seu veneno. Eles se dividem e 4 castas, as garras que são os guerreiros da tribo, os ferrões que são assassinos furtivos, as pernas que são os trabalhadores braçais e escravos, e o olho que são os xamãs. Apesar de pouco contato com o mundo exterior, a tribo do escorpião escondido comercializa com membros do submundo e com piratas uma parte da sua produção de veneno e algumas ervas especiais da selva, desse contato as vezes surgem mestiços que geralmente são sacrificados ao totem escorpião, contudo certa vez um xamã recebeu uma visão do escorpião sobre um mal que até mesmo o totem da tribo tinha medo, algo tão terrivel que nenhum guerreiro poderia derrotar e nenhum espirito aliado a tribo poderia proteger. Essa visão dizia que apenas um xamã que caminhasse entre os dois mundos poderia salvar a tribo, o xamã Parkrun então pegou uma escrava humana e fez um mestiço despojando da escrava logo em seguida, assim veio ao mundo Padung.

A tribo nunca soube lidar muito bem com um mestiço apesar da insistência de Parkrun de que ele seria importante para a sobrevivência da tribo, somente sua rápida habilidade em se comunicar com os espiritos em especial o próprio escorpião permitiram a sobrevivência de Padung. Parkrun tentou ao máximo permitir a vivencia de Padung entre os dois mundos de sua herança permitindo que ele convivesse com os escravos e tivesse contato com os poucos humanos que lidavam com a tribo, eventualmente Padung aprendeu sobre as cidades humanas e incentivado pelo escorpião decidiu que alguem com a missão de salvador, não poderia viver apenas entre assassinos cruéis e partiu para conhecer seu destino.

Pronto, nesse histórico existem inumeros ganchos e perguntas a serem respondidas apenas pelo mestre se seu interesse for (Qual o verdadeiro objetivo do escorpião com tudo isso ? O que a tribo e seu pai Parkrun pensam da partida de Padung ? O quê e quem é o mal que ameaça a tribo e o que Padung terá de fazer para evita-lo ? ) Assim como material para entender quem é o personagem e como ele chegou no começo da campanha. Claro que o personagem não é só isso, temos de definir melhor sua personalidade e características, mas isso é algo para o próximo post da seqüencia. Até a próxima.

Novembro 17, 2008

Criação de personagem: Padung

Arquivado em: Artigos, Fala dragão — dracobahamut @ 9:34 pm

Bom, hoje estou meio entediado, então vou falar sobre o personagem que estou criando para o jogo de Darth Lucas. Meu processo de criação de personagens é realmente um processo, então vamos por partes.

Eu começo minha idealização de personagens de acordo com um conceito geral do resultado que eu quero alcançar, no caso após assistir ao trailer de Diablo 3, fiquei animado com a ideia de um xamã/feiticeiro tribal que tivesse um pouco daquele ar de feiticeiro primitivo rogador de pragas, bem vudu e bem intimidador misterioso dos filmes do Tarzan e coisas do gênero. Ele deve ser todo pintado de preto com marcas brancas no rosto de corpo. Como arma lança e escudo, infelizmente a combinação espartana esta fora de cogitação já que ele tambem tem a missão de ser conjurador completo (e se possivel ser bom em curas), então eu me decidi por lança (spear) com escudo médio (na falta de um escudo de couro fica de madeira mesmo), a raça é meio-orc que é a minha favorita mesmo e para fortalecer esse lado selvagem dele.

O problema no entanto apareceu na classe, nenhuma das classes básicas combina muito bem com o conceito, só me restou procurar os suplementos e acabei com três possibilidades, Lamina Maldita, Xamã espiritual e Xamã draconico (do livro do jogador 2). Lamina maldita é interessante e eu sempre quis jogar, mas ele é arcano e no momento preciso de alguém que cure (embora combine muito o aspecto de jogar maldições e encostos). O xamã draconico é muito frente de combate e eu teria de alterar vários aspectos do meu conceito, eu estou muito a fim de testar a classe mas tive de guardar na gaveta. Por fim o Xamã espiritual, ele permite tudo que eu quero, o unico problema é que vários poderes de classes são muito especificos e podem diminuir minha capacidade de interação da campanha. Não pude perder a oportunidade, era isso ou um clérigo beeeem alternativo, vamos ter de fazer a sintonia com os talentos e escolher com bem cuidado. Falta só o nome, recorri as cartas Nothrogs de warlord e me lmebrei de Padrig que sempre achei um nome interessante, mas tambem é meio “mauricinho” para o meu conceito, queria algo exótico e orc, então peguei um nome de meio-orc do livro do jogador Vung e misturei e assim nasceu Padung, o xamã meio-orc. Mas isso é só o começo, no próximo post veremos o background do personagem.

Maio 19, 2008

Dia D RPG

Arquivado em: Artigos, Fala dragão — dracobahamut @ 11:06 pm

Olá pessoal, ainda estou sem computador mas depois de um final de semana puxado ora de continuar o trabalho de tocar essa barca. Esse final de semana ocorreu o Dia D RPG, um evento organizado em todo Brasil pela Devir e organizado localmente pela Cofenix. O evento ocorreu no Sesc Piatã que foi um local mais agradável do que eu esperava (e mais facil de chegar do que eu esperava também). O ingresso foi um quilo de alimento não perecivel, chegando lá no sábado o sol brilhava forte e logo na entrada estava a lojinha da Anishop que estava vendendo material de RPG e o seu próprio de anime e mangá. Comprei alguns mangás apenas porque não tinha levado dinheiro suficiente para boosters de World of Warcraft CCG(que eu ainda não aprendi a jogar). Logo depois fui me socializar com o pessoal, Zelândio estava lá já e ficamos conversando. havia a parte central num grande salão e fora havia vários “quiosques” com mesas para jogos. Como não tinha muita coisa acontecendo, fiquei mais mesmo conversando.

Depois de vermos alguns monstros aleatórios (e foi mesmo, eu e Zelândio vimos uma aranha gigante bizarra) eu resolvi ir conferir a lanchonete do SESC, não parecia grande coisa, mas servia misto quente e

refri, então servia (tambem servia alcool, mas eu nao estou podendo beber). Depois disso Zelandio me chamou para jogar miniaturas com uns iniciantes e enquanto eu jogava o pessoal foi chegando. Quando terminou o jogo, eu e os Rafaeis resolvemos jogar meu jogo de Dungeons and Dragons Tactics (não o PSP, mas sim cambos de batalha usando miniaturas de um grupo de RPG contra varios monstros usando as regras do D&D mesmo, mas com todos os monstros visiveis e suas estatisticas a mostra. Cada um dos rafaeis usou dois personagens até um guri aziago chegar e ficar com um e provocar um TPK de tanto azar acumulado.

Depois do jogo Renato chegou e começou tambem uns combates de espada de espuma que eles chamavam de batalha campal. Haviam regras e tudo mais, mas não podia acertar a cabeça o que deixou a coisa meio confusa para mim que toda hora perdia pontos por isso, alias, eu ganhei uma partida por cabecear a espada do oponente. Eu não tirei fotos das minhas lutas mas essa foto mostra como era o esquema. – Reparem com zoom que Tríade estava usando Byakugan para poder julgar a partida melhor.

Por fim rolou o sorteio dos livros que os participantes do evento estavam concorrendo. um vampiro o requiem e um pistoleiro arcano, não ganhei nada e depois Rafael deu carona para a gente.

No Domingo chuveu bastante e Rafael veio me pegar em casa para a gente ir, ele iria mestrar Star Wars bem cedo e queria chegar lá cedo. No caminho fomos pegar Flicker na casa dele e Rafael foi imprimir a aventura que ia mestrar. Depois ainda passamos no supermercado para comprar mais quilos de alimentos não pereciveis e eu fui sacar dinheiro para pagar comida, transporte e boosters de WOW. Resultado de tantos desvios, chegamos lá 10 e alguma coisa. Ainda chovia muito e as mesas externas foram abandonadas em favor das mesas internas, achei que o evento ia furar com a chuva, mas até que apareceu bastante gente. Passei o dia todo fazendo ficha, uma ficha para o jogo de Star Wars que não aconteceu porque Rafael foi jogar Cardgame o dia todo. E fiz fichinhas para mestrar D&D tactics para pessoas random que passassem (depois do TPK do dia anterior, resolvi fazer umas fichas mais turbinadas do que as fichas prontas do D&D mini), fui almoçar e na volta vi que Rafael não voltava mesmo do jogo de Cardgames e armei uma mesa para o D&D Tactics, apareceu bastante gente para ver as minis, mas ninguem interessado em jogar, já estava achando que tinha feito as fichas a toa quando apareceu um grupo grande que se interessou e fomos jogar.

Usei uma introdução de umas ideias que estou tendo para esses jogos de guerra, The War against the Blue King. O reino de Ivalice estava sendo atacado pelas forças do Blue King que utilizava gigantes e dragões a seu serviço. As tropas de Ivalice não estavam dando conta e estavam recuando. Felispoint era a cidade natal dos jogadores, e estava cercada pelas forças do Blue King, a cidade contava com um artefato chamado A Anfora de aquarius, um artefato do antigo império que gerava agua necessaria a sobrevivencia do cerco e permitia comunicação magica com a capital e espionar as forças inimigas. A anfora havia sido roubada por espioões e levada a uma ruina onde os generais do Blue King estava reunidos. Os jogadores deveriam escapar da cidade pelos esgotos onde havia uma passagem secreta para fora e recuperar o artefato.

Eu havia programado 4 batalhas dessa trama, sabia que só daria tempo para uma, mas foi suficiente, nos esgotos de Felispoint o grupo foi atacado por batedores do Blue King que descobriram a passagem secreta, um grupo de homens ratos e algum elementais de agua poluidos (esses estavam neutros e atacavam qualquer um que passasse perto que eles percebessem), o grupo deveria eliminar o batedor do Blue King (um dragão branco muito jovem) e atravessar o esgoto até a saida da cidade. Eles foram vistos pelos homens ratos o que levou ao batedor atacar eles tambem, o grupo ficou meio dividido (esse tipo de combate em ambientes muito amplos e cheio de obstaculos e inimigos por todos os lados realmente confunde quem é acostumado aos combates simples sem usar toda essa estrutura, mas eles se sairam bem) mas conseguiram eliminar o dragão contudo a luta atraiu um dos elementais que foi em cima do barbaro meio-orc. A retaguarda estava sendo atacada pelos homens ratos e o grupo se viu cercado e eventualmente o barbaro caiu. Ai o grupo se desintegrou e foi cada um por si até a saida. No caminho o ranger anão se descuidou e morreu e seu companheiro animal morreu logo em seguida. A feiticeira elfica, o clérigo humano e o ladino halfing deram no pé, deixando para trás o bardo gnomo totalmente cercado pelos homens rato.

O grupo gostei bastante, eram um pessoal que eu não conhecida e foi legal jogar com umas caras diferentes, definitivamente se meus grupos atuais não derem certo vou tentar criar um grupo com pessoas de fora do costumeiro para variar.

Depois do fim da partida começou o live, mas eu e Rafael estavamos indo para a casa de Cris para fazer outras fichas para a campanha do um grupo de Star Wars. Fomos levar Flicker em casa e no caminho passamos no burger king onde fui apresentado ao free refill (e em retribuição apresentei o grupo as minhas receitas de combos de refrigerante, 1/4 de coca-cola, 1/4 de fanta laranja e 1/2 de guarana, delicia). Chegando na casa de Cris fomos assistir episodio 3 para entrar no clima já que o jogo se passaria pouco tempo depois do fim do filme. Não estava em muito clima de fazer mais ficha e estava com sono, alem disso sabia que Hilton ia grudar no livro. Apenas consolidei a minha ideia de personagem. Ainda falto o nome, mas já tenho o esqueleto basico.

E esse foi o meu fim de semana, até a próxima que o post já está enorme para os meus padrões.

Agosto 19, 2007

Eu estava pensando: Classe, raça e … histórico ?

Arquivado em: Artigos — dracobahamut @ 1:46 pm

Olá amigos caçadores de XP. Eu dei de presente de aniversario para minha mãe o box do seriado Medium (que passa aqui no Brasil como A paranormal), o seriado é legal, mas o que me chamou atenção foi um episódio em que aparece o irmão dela que tambem é paranormal. Ele era soldado no Afeganistão e ganhou o apelido de “sortudo” porque ele sempre sabia dos perigos que o batalhão dele iria passar e podia sempre guia-los para segurança. Eu pensei : “que legal, ele é um soldado psionico” , mas ai eu lembrei do d20 Modern e isso só implicaria que ele seria um Héroi Dedicado Humano Psionico com profissão soldado.

Ai eu pensei como eu achava isso fantastico no d20 modern, que alem de raça e classe voce escolhia uma profissão que definia quem voce era no mundo. Mas como dragão ? Isso já não é trabalho da classe e raça ? Sim, mas no d20 modern as classes iniciais são na verdade arquetipos genéricos que não falam muito quem voce é. Assim profissões como estudante, criminoso, policial, religioso, empresário, cientista etc ajudam a definir sua identidade. Ai eu continuei pensando: mas de certa forma no D&D 3E as classes tambem são um pouco genéricas, sua classa/raça dizem o que voce pode fazer, mas não dizem quem voce é, sendo assim todos acabam no default que é a profissão de “aventureiro”. Mesmo clérigos, rangers, ladinos e druidas que meio que são uma profissão tambem de certa forma são genericos. Eu consigo imaginar um soldado clérigo, um estudante ranger, um nobre ladino e um fazendeiro druida. Isso dá identidade, ajuda a conceituar o personagem dentro do mundo; a pessoa ser apenas alguem com potencial mas não inserido no cotidiano do mundo tira muito da profundidade do personagem.

Foi ai que eu me lembrei que no Livro do Jogador 2 tem algo parecido com as profissões do d20 modern, os backgrounds (históricos), são especies de arquetipos de passado para o personagem que indicam como foi a vida do personagem e como ele esta inserido no mundo. Eu acho isso legal porque pode aproximar os jogadores sem que isso precise refletir nas regras e na mecanica. Eu posso chegar em d20 modern e dizer que quero que todos sejam policiais e isso não vai implicar em 6 personagens iguais, e usando o campo histórico alem de classe e raça eu posso fazer o mesmo com D&D, dizer que quero um grupo predominantemente de nobres, ou fazendeiros, ou soldados, ou membros de uma tribo. Claro que isso não é nenhuma novidade, mas o fato de ser algo oficialmente cobrado pode levar a bons resultados. Acho que vou testar isso, se alguem tiver uma esperiencia assim, comente que a gente discute sobre isso. Inté.

Agosto 9, 2007

Muito a ler, muito a fazer

Arquivado em: Artigos — dracobahamut @ 11:19 pm

Olá companheiros caçadores de Xp. A vida anda dura e o tempo anda pouco. E o que nós mestres labutadores podemos fazer para manter a leitura necessaria para nos mantermos em dia, quando mais escrever material novo ? Ah, eu me lembro dos meus tempos de adolescente, que eu devorava qualquer livro que caia em minha mão, e tinha dezenas e dezenas de cadernos repletos de textos escritos por mim.

Para onde foi toda essa vontade e determinação ? Sinceramente eu não sei, mas na falta dela existem algumas disciplinas basics :

- Não perca tempo tentando reinventar a roda, quando precisar de algo feito, veja primeiro se alguem não já fez por voce. Isso não é um trabalho de monografia, plagio é o basico.

- Organize-se e ordene sua leitura pelo grau de necessidade, de que adiante ler o Sandstorm se vc vai fazer uma campanha de piratas e o Stormwrack está lá ainda intocado por mãos humanas ?

- Crie uma rotina de trabalho, faça alongamento, melhore sua meditação e se preucupe com a saude. A gente produz mais com corpo, mente e espirito em equilibrio.

- Não deixe para amanhã a inspirção que voce teve hoje, coloque sua bunda na cadeira e escreva logo sua ideia, porque amanhã voce terá outra e nem se lembrará dessa (e isso eu falo com uma larga experiencia).

- Se vc esta desanimado e sem ideias, vá fazer algo que voce nunca fez antes, ou viva a vida. O mundo é a melhor fonte de ideias.

- Carregue pelo menos um livro ou revista com vc o tempo todo, as oportunidades de perder tempo são inumeras e voce ganha bastante tempo de leitura estando preparado.

Bom, espero ter ajudado em algo, sugestões temos os comentários para isso. Inté.

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